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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

Red Tales

>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

2

Agosto 01, 2022

és linda. desconfio que nem sabes o quanto. amo os corredores que abres no meu corpo e os rios de cristal que te correm entre os lábios – que te navegam entre os lábios como navios leves. o teu fulgurante sorriso é uma cidade acordada. acesa. uma cidade que flutua na tua voz. uma cidade de desejo com telhados de furor e ruas abertas entre a tranquilidade e o vermelho. uma cidade que, em cada janela, tem uma mulher que canta e bebe mel entre cada estrofe, onde, em cada janela, há uma manta estendida a indicar que é aquela a morada do sol. uma cidade com dez fábricas de ternura.

1

Junho 30, 2022

pressinto em ti o sabor cintilante, talvez porque a tua boca me lembre o vigor do fogo ou nos teus olhos habite o fulgor magnético de um sorriso.

já é noite.

instalas-te como se aqui estivesses, como se as tuas mãos mornas me tocassem na memória. descobrem os motivos do amor. fogem. deixam o lume.

pressinto a tua respiração e a tua nudez. pressinto a brandura das pérolas.

pressinto o doce e ávido enleio dos caules. o ritmado interromper do silêncio noturno pela carne e a explosão das lágrimas.

adivinho a ternura e o arrepio.

Solidão

Dezembro 17, 2021

faltam-me as palavras para descrever o peso de alguns silêncios. para explicar o aperto invisível do ar no meu corpo. 

o infinito cresce sem regras e sobra sempre tanto. só a recordação sabe sorrir. mesmo ela desvanece e vai acabar por me abandonar ao vazio. se, primeiro, não me levar aos jardins de fogo onde reinam as sombras. 

Nick Cave. lentamente. é isso. no ar, como se os acordes fossem amantes. como se estivessem despidos. a solidão é um paradoxo. uma grande folha em branco e nunca estamos sós em frente a uma.

 

não sei como recordas esses momentos....

Março 11, 2021

não sei como recordas esses momentos nem, sequer, sei se os recordas, mas eram a tua cara de prazer e os teus olhos fechados que me encorajavam e guiavam os gestos. foram eles a tirar-me a mão de dentro da tua camisa e a dizer-lhe para descer. obedeci-lhes. lentamente. dando-te tempo de perceber e autorizar. arqueavas e contorcias o corpo. sorrias. a minha mão chegou ao destino. tocou-o e sentiu o teu deleite através das calças.

gravado em ameias e muros...

Janeiro 26, 2021

gravado em ameias e muros, em pinheiros e areias, o grito mais claro: o sol. como banda sonora da insónia: dedos cruzados na memória e fotografias antigas. estavas ainda mais bonita. todos os versos alguma vez escritos significam que estavas ainda mais bonita. os amplos relâmpagos de brilho no teu sorriso, nesse dia, abriram fogueiras maiores.

estavas ainda mais bonita. cada onda no mar, cada duna no deserto. cada fonte de água fresca nos teus lábios. cada flor que nasce na terra. o caule. as pétalas. és bonita.

vinhas do mar....

Janeiro 20, 2021

vinhas do mar

olhavas para longe

e seduzias sem saber

ou talvez soubesses

 

talvez já soubesses

da súbita carícia

no teu sorriso

ou da atração dos lábios

 

imediato feitiço

rápido e ardente

no sangue insinuante

 

talvez já soubesses

que tudo ao teu redor desaparecia

 

- tens um cigarro?

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