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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

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>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

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Maio 01, 2024

enquanto subimos as escadas, nas paredes alternam-se fotografias de antigos presidentes da empresa com quadros onde podem ler-se frases motivacionais. algumas são verdadeiros tesouros e a única coisa que conseguem é, em alguns dias, fazer-me sorrir. a escada termina a meio de um amplo corredor, com janelas enormes, todas elas com vista para o pátio na entrada e que une duas grandes salas de trabalho, ambas organizadas em espaço aberto e onde, em cada uma, trabalham cerca de trinta pessoas, quase todas em grupos de três ou quatro.

ELEVADOR - Parte 1

Março 01, 2024

começou por ser apenas uma simples viagem de elevador. ele entrou primeiro e encostou-se ao espelho na parede do fundo da apertada e velha cabina. ela entrou depois e ficou de costas para ele. assim que a porta se fechou, a mulher correu a grade metálica de proteção, indicativa da idade do elevador. o agradável e, de alguma forma, sedutor perfume que ele usava fê-la olhar para trás e observar melhor aquele homem. a figura imponente, bem-parecida e bem vestida do companheiro de viagem deixou-a nervosa.

sedutora e sem dele desviar os olhos, ela carregou no botão do décimo nono andar e perguntou-lhe para que andar ia ele. respondeu-lhe que ia para o mesmo piso e acabaram por descobrir que ambos iam à mesma empresa de publicidade.

o elevador subia muito lentamente, tal como a sua aparência deixara antever. a ela até lhe agradava. dessa forma, teria mais tempo de usar a falsa timidez como charme. era uma mulher muito bonita e sensual, sabia disso e a atitude, discreta, mas de grande autoconfiança, conferia-lhe muita e natural habilidade nas artes da sedução. ainda mal estavam em andamento e já ela se encostara a ele e conseguira que as mãos dele a segurassem pelas ancas.

tudo isso ficou para trás quando repentinamente, entre o quinto e o sexto andar, o elevador parou. ela ficou visivelmente ansiosa e mais agitada. ele tentou tranquilizá-la agarrando-lhe a mão e dizendo-lhe que, em caso de necessidade, o elevador tinha alarme e que poderiam sempre chamar por alguém. no entanto, o alarme tocava demasiado baixo e, como estavam entre andares, não chegavam às portas e apenas conseguiam fazer algum barulho na grade de proteção e gritando por ajuda. nada feito. ao fim de duas horas ainda lá estavam e já há muito tinham desistido de gritar. já tinham estado sentados várias vezes e agora estavam de pé, ele estava a agarrar-lhe as duas mãos e continuava a tentar acalmá-la.

ela ficou ainda mais aflita e juntou um pequeno grito à inquietude quando o elevador deu um solavanco e desceu alguns centímetros. os olhos e toda a expressão do rosto evidenciavam a surpresa e o medo que o safanão lhe provocara. a ideia do elevador poder cair a qualquer momento, apesar de, como já várias vezes lhe realçara o companheiro, ser algo bastante improvável, estava a transformar a ansiedade em pânico. mesmo fisicamente havia nela algumas transformações, sendo a mais óbvia a, cada vez maior, dificuldade em respirar, mas também era bem visível a humidade no cabelo, consequência da transpiração excessiva. quando finalmente o cérebro começou a dar-lhe algum descanso, um novo abanão do elevador voltou a trazer-lhe o pavor ao corpo. como que a prolongar o sofrimento dela, ciclicamente, com alguns minutos de intervalo, ouvia-se um estrondo, o elevador abanava e descia uns centímetros.

cansado daquela situação, o homem decidiu fazer alguma coisa. olhou para todos os lados e, apesar das imagens negativas que os filmes lhe plantaram, concluiu ser a pequena porta no teto do elevador a melhor e única alternativa para saírem dali, embora não soubesse muito bem o que faria se conseguisse abrir o alçapão:

- Olha, vou tentar abrir aquele alçapão ali no teto, sair e procurar ajuda. Para evitar abanar o elevador, preciso da tua ajuda para chegar lá.

- És louco? Nunca viste em filmes o que pode acontecer?

- Filmes… O que é que pode acontecer? Vai sair dali um fantasma? Vá, dá-me uma ajuda! Entrelaça os dedos das duas mãos e faz um degrau com elas para me ajudares a chegar lá cima!

enquanto ela juntava as mãos e o ajudava a chegar ao alçapão, a tensão sexual entre eles era óbvia e crescia a cada segundo. no caso dele, a tensão era fisicamente percetível e fê-lo pedir desculpa:

- Não tem mal. – Respondeu ela, sorrindo matreiramente.

quando se elevou o suficiente, o homem começou a esmurrar o alçapão atabalhoadamente e com a força que o frágil equilíbrio permitia. nada, nem mesmo a psicoterapia que ambos faziam, os preparara para quando o alçapão se abriu. simultaneamente saíram um esqueleto humano – já sem carne, mas ainda ensanguentado – e centenas de aranhas, relativamente pequenas, mas com as pernas volumosas e peludas. algumas caiam diretamente no chão do elevador e outras desciam, quer usando as paredes, quer usando o corpo do homem. assustada, ela retirou-lhe o apoio, gritou e lançou-se para junto da porta. ele abanou-se vigorosamente, libertando-se das aranhas.

em desespero e repetindo o que já tinha feito, a mulher carregou várias vezes no botão do rés-do-chão. desta vez, apesar do elevador não se ter mexido, o pânico dela – traduzido na elevada cadência com que carregava no botão – teve consequências. cada vez que ela carregava no botão abria-se uma pequena fissura nas paredes da cabina. quando já várias se tinham aberto, começou a escorrer sangue. em poucos segundos o chão da cabina pintou-se de vermelho. o sangue já lhes cobria os pés e o pânico deles era cada vez maior.

ESPLANADA DE MEMÓRIA - 11

Julho 14, 2023

naquela altura, de noite e acompanhados de um pequeno – mas unido e intenso – grupo de amigos, usávamos um escuro e acidentado caminho no meio do mato para chegarmos a alguns blocos de betão, na margem sul do Tejo e mesmo por baixo da ponte 25 de Abril, blocos que provavelmente teriam sobrado da construção da ponte. o caminho iniciava-se a um nível superior ao das portagens, junto a uma pequena igreja, iluminada nos meses de junho e julho e, nesses meses, visível de noite da A2. para acedermos ao caminho tínhamos primeiro de saltar um pequeno muro na frente da igreja. só depois, já no meio mato, o trilho descia até ao nível do rio. para quem conhece, atravessa a colina onde, na margem sul, a ponte se sustenta. era um caminho tão negro e fantasmagórico que a cada cuidadoso passo nosso uma árvore parecia inclinar-se, abraçar-nos (agarrar-nos) e sussurrar-nos para termos cuidado. lembro bem do grito e imobilidade de um de nós quando um caule se lhe enrolou na canela e ele pensou que fosse uma cobra.

30

Julho 04, 2023

estou cá dentro, mas é como se chovesse. é como se o céu tombasse sobre ruas distraídas pela sombra dos sonhos. se, entre duas árvores, devidamente distanciadas, houver, a uni-las, uma cerca de madeira em que as tábuas formem uma espécie de pauta, os pardais pousam e distribuem-se nela como notas musicais, mas ficam em silêncio e, quando cantam, fazem-no sem que o conjunto dos cantos forme uma harmonia. é, mais ou menos, o que acontece aqui.

29

Junho 21, 2023

as minhas mãos cercaram-lhe o corpo, sempre forçando-o contra o meu, acariciando-a até se lhe alojarem no sexo. usando a racha do vestido, deslizei-as para dentro dele, senti-lhe o calor e o desejo. apertei-lhe o interior das coxas. viajei as mãos entre as pernas e o ventre e de volta às pernas, afagando com mãos seguras cada curva. explorei-lhe os pelos púbicos, a humidade e a boca do sexo. penetrei-a com dedos nervosos e movimentámo-nos, disfarçadamente, como se estivéssemos a fazer amor com extrema lentidão. estava ali, com uma mulher linda, formalmente desconhecida, mas há muito imensamente desejada e, talvez por estarmos no meio daquela gente toda, correndo o risco de sermos vistos, o meu pénis e a minha excitação cresceram para lá do que julgava possível.
totalmente louco, agarrei-lhe uma mão, com a ideia, quase obsessiva, de a trazer até mim e senti-la masturbar-me, mesmo que fosse por cima das calças. como que adivinhando o que eu queria, ela aproveitou eu estar a puxar-lhe uma mão para se voltar para mim e, com a outra mão, segurar-me entre as pernas, esfregar e comprimir o meu pénis. como é apenas um pouco mais baixa que eu, ao voltar-se, sendo o espaço entre nós quase inexistente, teve de levantar ligeiramente a cabeça para me olhar nos olhos. o gesto foi lento e aproximou extraordinariamente as nossas bocas. podia sentir-lhe a respiração e o calor excitante. era como se da boca lhe saíssem silhuetas de corpos despidos e entrelaçados. eu fiquei enfeitiçado pelos negros e radiantes caracóis, pela pele morena e pelos olhos claros. ela sorriu e disse-me lentamente:

ESPLANADA DE MEMÓRIA - 10

Junho 09, 2023

certa vez, depois de uma intensa disputa dos corpos, fiquei em total apatia, enquanto lhe contemplava o brilho do rosto. subitamente, despertei dessa letargia e disse-lhe:

- Por vezes, assustas-me!

- O quê? Como assim? – Perguntou, admirada.

- Tanto fulgor no teu sorriso, tanta claridade na tua pele. Chego a duvidar que sejas humana. A cor que agora te cerca parece fazer-te flutuar e salienta a alegria na tua silhueta. Confessa: não és deste planeta, pois não?

- Qual cor, parvinho?

- O amarelo do pólen que libertas!

ambos sorrimos, repousei com suavidade os meus dedos nos seus lábios e deixei que a minha boca caísse lentamente sobre a dela. rapidamente a lentidão se transformou em tempestade e de novo os nossos corpos se entregaram a uma composição de luta e ternura, no entanto silente. um silêncio tão limpo que nele se misturavam o rumor longínquo das ondas e o aroma vibrante a sal. olhando para sul, a subtileza das colunas, enquadrava uma cidade onde todas as ruas eram rio nervoso, onde todas as casas estavam pintadas de vermelho, casas cujas portas se abriam e nunca me negavam refúgio.

ESPLANADA DE MEMÓRIA - 9

Junho 02, 2023

as mãos desciam à fonte e ouviam, em êxtase, o marulhar profundo da terra onde estavam. o som, aquático, era, nos meus dedos, o macio e transparente aconchego do prazer. o corpo dela arqueava e chicoteava. serpenteava, ávido, sobre o meu. dançava ao ritmo dos gemidos que o vento produzia ao atravessar as ranhuras da, ainda distante, porta mal fechada. pensando bem, talvez não fosse o vento que gemia. certas, eram a imobilidade e a ternura no fim da batalha. certo, era o sol a nascer uns degraus acima de nós, a caminhar lento na nossa direção e a eliminar-nos gradualmente as sombras. eram as palavras que lhe apareciam no corpo seminu e eram os poemas que com elas os meus lábios compunham sobre os despojos.

no mármore, cresciam fileiras de pequenas flores amarelas. libertavam, abundante e também amarelo, pólen que se acumulava junto a ela e, como se uma caneta fluorescente lhe realçasse as linhas mais sensuais, destacava-lhe a, já normalmente, cintilante e feérica silhueta.

pensava que éramos discretos, mas era impossível esconder de quem nos conhecia a cumplicidade dos olhares e uma vez um amigo perguntou-me se eu tinha algo mais que amizade com ela. claro que neguei, mas desconfio que a respiração descompassada e o sorriso, inevitável e ligeiramente malicioso, ter-me-ão denunciado. não sei porque o fazíamos, mas o secretismo tornava tudo ainda mais excitante. embora eu hoje ache que toda a gente sabia – incluindo amigos e adultos, incluindo os nossos pais -, na altura, o imaginado secretismo de um beijo era como a nudez de dois amantes.

ESPLANADA DE MEMÓRIA - 8

Maio 26, 2023

a urgência era o elevador ou a escada: a única luz era a dela. talvez por isso a brandura plana na nossa pele e a improvável manta solar que nos protegia e motivava. ela era uma ave incandescente e os meus lábios pena inflamável. estávamos como árvores, no espelho refletia-se o mundo inteiro e ouvia-se nele o prazer – reflexo de uma espécie de eco teimoso: um tremor ou os olhos fechados e o rosto de quem caminha sobre o lume. havia-lhe um qualquer feitiço onde eu deslizava para um lugar de sereno fogo. aqueles candentes locais abrigavam as formas irreverentes da juventude, fortificavam o segredo e estimulavam o prazer do risco. o repetido e seguro interesse nos meus lábios, alongava o verão e guiava as minhas ávidas mãos por irregulares bosques até ao centro do mundo.
por vezes, em agradável voo, um lírio azul passava por nós. ai o cheiro. as pérolas. no espelho e nas minhas mãos. o ventre era-lhe a superfície do mar calmo. os meus dedos espalhavam-se longos nela; navios desgovernados e carregados de desejo. navegavam-lhe pelo corpo até encontrarem um abrigo e lançarem âncora, até o tronco arquear e os trovões se ouvirem. até encontrarem o arrepio. depois, os gestos dela eram azuis, como os lírios voadores, como canções de amor.
o seu rosto, com olhos escuros e curvas insinuantes, prometia mais que prazer e as escadas recebiam-nos com poemas e arriscado silêncio. no entanto, sequiosas melodias logo as transformavam em pontes romanas com o ritmado marchar de treinadas legiões a marcar-nos o compasso aos gestos. era o tempo apressado da coragem sem limites. era o tempo mais impetuoso. no corpo nu, depois do lento rumor, erguia-se um grito silente: farol e fogueira. erguiam-se sílabas e sílabas, até serem verso. erguiam-se múltiplas línguas.

ESPLANADA DE MEMÓRIA - 7

Maio 13, 2023

sentávamo-nos na beira da cama e, separados apenas pela espessura do olhar, com a ternura inclinada sobre nós, cada função era uma luminosa floração de desejo. todos os limites tendiam para a união dos lábios. as derivadas resultavam sempre em tangentes dos corpos e integrávamos sempre um sorriso cada vez que cedíamos ao calor. a matemática era breve e as mãos eram longas. ainda no início, por vezes, os nossos joelhos tocavam-se e, todos os dias como se o primeiro, como se entre eles houvesse uma tempestuosa energia, como se um orgasmo do mar me atingisse, a ondulação ou um arrepio forçava-me a subir ao topo de uma colina, a libertar um gemido silencioso e a arquear disfarçadamente as costas.

tão leves e audazes quanto pensamentos, as minhas mãos caminhavam-lhe então. sem descanso. à sombra de montanhas e primaveras, por grutas e mistérios, chegavam ao topo: acendiam fogueiras. incessantes, voltavam a descer e refugiavam-se em macios abrigos ocultos. eram como predadores famintos e selvagens em uma savana de presas – sem saberem muito bem qual atacar. era um caminho onde não havia pedras. um espaço liso e sem obstáculos à viagem dos sentidos.

o corpo cálido dela era agora uma ilha branca rodeada pelo secreto desejo. no papel, já não havia gráficos de funções. era ela que desenhava o gráfico de funções logarítmicas com as pernas entrelaçadas na minha cintura e havia latidos de cachorros azuis que se lhe repetiam na boca como um impercetível gemido – rumor do prazer – ou como flores a morder a luz e a marcá-la com meias-luas. as pérolas ardiam-me nas mãos e na saliva – eram o lugar mais perto das chamas.

 

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