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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

Red Tales

>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

...

Dezembro 28, 2025

Acredito que a vida sabe sempre o que faz.

 

Mesmo quando cala,
mesmo quando fere devagar,
como quem toca num fruto ainda verde.

Há dias que nos chegam ásperos,
sem aviso,
e outros que ficam apenas
porque alguém fica.

A vida sabe.
No silêncio dos gestos simples,
no corpo frágil de quem amamos,
na luz breve que insiste
em atravessar a sombra.

E isso basta.

...

Dezembro 22, 2025

é quando se abrem que o desassossego desperta,
como se uma maré de ardores subisse ao corpo
e trouxesse à superfície uma fome sem nome,
pedindo abrigo no outro antes de se deixar arder.

JOELHOS

Dezembro 22, 2025

suportam o desejo como
quem sustém a noite com o corpo gasto.
há pontos em nós que sabem ceder,

que aprendem o peso do mundo
antes da vontade,
lugares onde a carne se dobra
para não partir.

ficam ali as marcas do excesso,
o pó das quedas sucessivas,
a fidelidade ao chão.

é nesse abandono que a pele desperta,
lenta, atenta ao calor que sobe,
como se o desejo os escolhesse
para começar a dizer-se.

...

Dezembro 20, 2025

eis-me chegado ao delta
onde o fogo é casa
e a vida
procura conforto no calor
como um animal cansado
que enfim se deita
sem medo da noite

...

Dezembro 19, 2025

como lã
ou fogo à minha volta:
um abrigo que aquece, mas não consome.
hastes de luz que confortam
os locais de desejo
onde o toque é
uma promessa
de sol urgente.

...

Dezembro 18, 2025

o teu nome
é como uma corrente
à volta do meu pescoço,
mas que não aperta —
pesa como um sol contido,
impedindo-me de cair do dia.

é a raiz de fogo
onde o meu corpo
aprende
a luz da terra.

céu e núcleo,
janela para o ventre,
onde tudo começa
sem fazer ruído.

...

Dezembro 16, 2025

quero deslizar os dedos
pelo vidro das cerejas
como se o desejo tivesse aprendido
a falar baixo para não ferir o instante,
para não quebrar a luz breve
onde a boca ainda hesita.

fogo.

...

Dezembro 15, 2025

há, nos teus olhos, a certeza do lume,
acendendo caminhos mesmo na noite mais densa,
rompendo o silêncio negro com presença firme,
fazendo do passo hesitante um rumo seguro.

mesmo quando tudo sangra por dentro,
essa luz treme, mas não se apaga:
arde como um segredo dito ao ouvido da noite.

é nos teus olhos que aprendo a não desistir;
são eles que me recolhem do abismo,
são a corda invisível lançada ao poço,
para que a queda se interrompa — e eu respire.

ou então é o teu nome a queimar-me a pele,
como um lume tardio que não salva nem destrói,
apenas fica nos lugares onde a dor ainda sabe amar.

...

Dezembro 14, 2025

jamais ousei sonhar uma boca assim:
onde o desejo respira e o mar se banha,
um círculo seguro para os incêndios

local onde o fogo não destrói —
lambe devagar os limites da pele,
até virar sede e se afundar
no lugar onde a chama
já não sabe se é boca,
mar
ou outra coisa.

...

Dezembro 13, 2025

respiro
amenas colinas —
sustento do fogo
repouso
ou fervor dos lábios
e bálsamo vermelho.

são colinas cheias de luz,
colinas que convidam —
onde o silêncio se deita
e arde

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As mensagens são privadas e, se usarem dados fictícios, totalmente anónimas.

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