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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

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>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

pequena biografia

Abril 28, 2012

 




Luís Abreu nasceu em Luanda, no ano de 1973. Veio para Portugal com 30 meses para morar em Vieira de Leiria. Aos 4 anos mudou-se para Paio Pires, onde ficou até fazer 13 anos, altura em que se mudou para Almada. Estudou em várias escolas, começando este percurso na Escola Primária de Paio Pires e terminando-o a estudar engenharia informática no Instituto Superior Técnico. Pelo meio passou pelos F's (polo da Preparatória Paulo da Gama) na Amora, pelas Cavaquinhas (Escola Secundária do Seixal), pela Escola do Pragal (Sec. Fernão Mendes Pinto), Esc. Sec. Emídio Navarro e finalmente voltou à Escola do Pragal para fazer o 12º ano.
Trabalhou numa loja de informática no CC das Amoreiras, num jornal e, ainda antes de abandonar o curso, foi sócio de uma empresa com mais duas pessoas, num projeto que a nível profissional não resultou, mas que a nível pessoal se revelou muito compensador, uma vez que foi lá que conheceu aquela que diz ser a mulher da sua vida. Trabalhou ainda na Systemhouse e na Siemens.
Casou em 2002 com uma colega de curso e separou-se no mesmo ano. Teve um avc em 2006, que o deixou praticamente paralisado, quando já morava no Feijó com a sua actual mulher. Em 2012 publica na antologia de poesia contemporânea III "Entre o sono e o sonho" o poema aqui reproduzido:

 


 


por todo o mundo


existem as praias


e as ondas


que as alimentam,


porque o mar,


outrora mudo,


precisou de inventar


as mais belas metáforas


para dizer que te ama


 


por todo o mundo


existem os poetas


e as palavras


que alimentam,


porque o homem,


outrora mudo,


precisou de inventar


as mais belas metáforas


para dizer que te ama


 


por todo o mundo


existes tu


e os sonhos


que alimentas,


porque deus,


vendo-me mudo,


precisou de inventar


uma forma secreta


de fazer-me sonhar.







O Ciúme - BOCAGE

Abril 24, 2012

Entre as tartáreas forjas,sempre acesas,
Jaz aos pés do tremendo,estígio nume,
O carrancudo,o rábido Ciúme,
Ensanguentadas as corruptas presas:

Traçando o plano de cruéis empresas,
Fervendo em ondas de sulfúreo lume,
Vibra da fauces o letal cardume
De hórridos males ,de hórridas tristezas;

Pelas terríveis Fúrias instigado
Lá sai o Inferno,e para mim se avança
O negro monstro,de áspides toucado:

Olhos em brasa de revés me lança,
Ó dor!Ó raiva,Ó morte!...Ei-lo a meu lado,
Ferrando as garras na vipérea trança.

BOCAGE

Idealismo

Abril 23, 2012

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor da Humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?!

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
-- Alavanca desviada do seu fulcro --

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!

Augusto dos Anjos

Não é desgraça ser pobre

Abril 23, 2012

Não é desgraça ser pobre,não é desgraça ser louca:desgraça é trazer o fadono coração e na boca.Nesta vida desvairada,ser feliz é coisa pouca.Se as loucas não sentem nada,não é desgraça ser louca.Ao nascer trouxe uma estrela;nela o destino traçado.Não foi desgraça trazé-la:desgraça é trazer o fado.Desgraça é andar a gentede tanto cantar, já rouca,e o fado, teimosamente,no coração e na boca.                  Norberto Araújo

...

Abril 19, 2012

Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.


 


 


( Pablo Neruda )

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