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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

Red Tales

>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

...

Setembro 22, 2012

por vezes, quando já nada afasta as aranhas, é um vento breve que varre o fumo cinzento dos poemas. a frescura nesse vento é uma fonte de aves nos meus dedos. como crianças a brincar com um elástico, o vento é ensurdecedor e afasta os medos e os relâmpagos.

...

Setembro 22, 2012

pergunto-me quem sou e não me respondo


não porque não


queira, mas porque não sei.


 


os versos quebro-os por instinto,


sem regras e sem coleiras.

...

Setembro 21, 2012

Sei que, provavelmente, não estou a dormir, mas o meu corpo não o sabe e teima em levitar. crueldade. um vento vermelho sopra-me do peito como um rasto febril de lucidez e acordo. em chamas, mas na minha cama. sinto um toque breve e volto a sonhar. o mar e o céu não são azuis, nem a relva verde. o choro das aves é tépido e a alma é morna. fundo-me no sonho enquanto a madrugada avança na penumbra mascarada de raio solar.

...

Setembro 19, 2012

as sombras vermelhas


da tua dor


repousam caladas


sobre a carne


de um corpo doente


e a imobilidade do vento


não chega para afastá-la


 


as cidades são muito cinzentas


sempre


que uma ave


me morre nas mãos


 


não estou a perceber o que escrevo,


mas gosto

...

Setembro 15, 2012

os braços


o vento


os traços


um rebento


um filho


um livro


um sarilho


algo bonito que rime com livro


as mãos


e os dedos

Aviso

Setembro 15, 2012

A noite que precedeu a sua morte



Foi a mais breve de toda a sua vida

Pensar que estava vivo ainda

Era um fogo no sangue até aos punhos

A sua força era tal que ele gemia

 

Foi quando atingia o fundo deste horror

Que o seu rosto num sorriso se lhe abriu

Não tinha apenas um único camarada

Mas sim milhões e milhões de camaradas

 

Para o vingarem sim bem o sabia

E então para ele ergue-se a alvorada...

 

 

 

Paul Éluard


...

Setembro 12, 2012

o desenho das crianças é muito sincero. isso a todos fascina, mesmo que só elas vejam gaivotas e magaridas nas cores. um dia, muito colorido, pedi a uma menina de 4 anos que desenhasse uma tartaruga, fez uma árvore tão perfeita que os ramos pareciam saír do papel e tornarem-se braços magros.

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