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Dezembro 12, 2025
no teu corpo nasce a primavera,
a vida
e a madrugada —
nasce o pressentimento do desejo
e, como cria faminta,
o meu espera por ser sol
e arder com ele
ou cantar
finalmente,
quando o primeiro lume romper o silêncio,
o desejo, ainda tímido,
vai-se alongar como água numa fenda.