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Dezembro 15, 2025
há, nos teus olhos, a certeza do lume,
acendendo caminhos mesmo na noite mais densa,
rompendo o silêncio negro com presença firme,
fazendo do passo hesitante um rumo seguro.
mesmo quando tudo sangra por dentro,
essa luz treme, mas não se apaga:
arde como um segredo dito ao ouvido da noite.
é nos teus olhos que aprendo a não desistir;
são eles que me recolhem do abismo,
são a corda invisível lançada ao poço,
para que a queda se interrompa — e eu respire.
ou então é o teu nome a queimar-me a pele,
como um lume tardio que não salva nem destrói,
apenas fica nos lugares onde a dor ainda sabe amar.