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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

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>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

Compulsão - 19

Junho 13, 2025

durante o pequeno-almoço assistimos a uma discussão, provavelmente entre mãe e filho. não percebi nada do que diziam, mas só por ouvi-los gritar recuei até ao ponto que a minha psicoterapeuta e o meu psiquiatra concordam em dizer que foi a origem dos meus desequilíbrios. fiquei visivelmente nervoso, ao ponto da Sandra me perguntar o que se passava:
- Nada de especial. Coisas minhas…
- Não queres falar sobre isso?
- Honestamente? Não!
quando andava no primeiro ano da faculdade a minha professora das aulas práticas de Análise Matemática era uma mulher de quarenta e tal anos com piercings e tatuagens - coisas pouco usuais na altura, muito menos numa professora universitária de um curso tecnológico – que se vestia normalmente de cabedal e como se tivesse vinte anos. eu,

confesso, sentia-me muito deslocado do meu ambiente natural, como que me autoisolava e tinha uma atitude insurreta. a postura meio rebelde, o cabelo comprido e a barba de três dias, devem ter chamado a atenção da professora - já que não era, de todo, uma figura usual por ali - e a meio de uma aula disse-me que no final queria falar comigo. no final da aula, já sozinhos, perguntou-me se eu fazia ideia porque tinha pedido para falar comigo e, enquanto falava, adotou uma atitude insinuante e provocatória.
manteve um sorriso insinuante e perguntou se eu me importava de ao início da tarde, depois das aulas, passar no gabinete dela.
apesar da minha inexperiência, percebi de imediato onde ia dar tudo aquilo. inicialmente, a ideia agradou-me e deixei-me ir:
- Não, professora.
a resposta devia ter sido um indicador, mas a verdade é que as hormonas toldavam o meu raciocínio. a professora agarrou-me violentamente e disse-me:
- Não… senhora professora!
ao resto da manhã, passei-a na companhia de um sorriso parvo, várias vezes alvo de comentários aos quais as respostas eram, cada vez mais, desprovidas de sentido. no final da última aula, sempre certificando-me que, dentro do possível, ninguém me via, apressei-me ao gabinete. quando cheguei bati e ouvi a voz da professora dizer-me para entrar.
tal como eu imaginava que fosse um gabinete universitário no departamento de Matemática, a sala era pequena e a decoração limitava-se, quase exclusivamente, a livros amontoados no tampo de uma secretária empoeirada e a duas cadeiras que, ao contrário da usada pela professora, pareciam bastante desconfortáveis. entrei e dei apenas dois ou três pequenos passos até ficar junto à secretária.
o cabelo claro, curto e encaracolado, os óculos azuis de massa a destacarem-lhe o límpido azul dos olhos e a pele clara davam-lhe um ar angelical, que mais tarde iria descobrir ser falso e que, nesse dia, era complementado por uma camisa de seda branca, com os três primeiros botões magistral e, por certo, propositadamente abertos, deixando apenas adivinhar que havia uma tatuagem no peito.
indiferente ao meu visível nervosismo – aparentava até estar divertida com ele –, desapertou mais um botão da camisa, levantou-se e caminhou, segura e sensual, até mim.
passou por mim e usou um pequeno toque dos dedos, no meu ventre, para se insinuar. continuou para a porta e, com o mesmo sorriso travesso de uma criança que prepara uma malandrice, trancou o gabinete.
quando voltou, parou em frente a mim, deixou de sorrir, pôs uma mão na minha cabeça, entrelaçou os dedos no meu cabelo, puxou-o para baixo e forçou-me a ajoelhar-me junto a ela.
levantou a saia e puxou-me com urgência até a minha boca lhe atingir o, já despido e húmido, sexo. novamente, a minha juventude e a minha inexperiência, deixaram unicamente espaço à libido e a minha mente apenas conseguia pensar no prazer imediato.
aumentou muito a minha excitação sentir que as pernas lhe tremiam e ouvir os gemidos ruidosos que libertava – embora atualmente ache o silêncio muito mais estimulante. sentia-me como uma simples ferramenta submetida ao desejo, força e habilidade dela. não me importava e até gostava desse sentimento.
voltou a puxar-me pelo cabelo até eu ficar de pé em frente a ela. chegou os lábios suficientemente perto da minha orelha para que eu lhe sentisse a respiração ofegante, para mordiscar o lóbulo e simular a penetração entrando e saindo com a língua na minha orelha. ajoelhou-se ela, roçando o corpo no meu e, depois de desapertar as minhas calças, puxou-as para baixo juntamente com os meus boxers.
baixou-se, iniciando, nos meus joelhos e agarrada às minhas pernas, uma viagem ascendente de beijos e pequenos chupões nas minhas coxas. quando chegou à zona púbica, deteve-se por um instante e ficou a olhar para o meu pénis. muito perto dele. a sorrir. a segurá-lo suavemente com as duas mãos. olhava-o com ar solene e lentamente usou a língua para lhe aliviar a ansiedade, iniciando o traçado lento de uma estrada de saliva que a levou da base até ao brilho, onde se lançou numa sedenta batalha e o fez desaparecer dentro da boca, combinando movimentos lentos com outros bem mais velozes, enquanto se ia despindo furiosamente.
subitamente, parou a luta, tirou-me dentro dela e segurou-me no pénis. ainda ajoelhada, perguntou com languidez se podia vendar-me e amarrar-me. devia ter respondido que não, mas deixei que, naquele momento, o meu entusiasmo influenciasse o meu futuro e a minha personalidade como se uma sombra demoníaca chegasse lenta e, sem que eu me apercebesse, possuísse o meu corpo violenta, mas silenciosamente. respondi que nunca tinha feito nada daquilo, mas que sim, que gostava de experimentar.
a professora levantou-se e, já totalmente nua, ficou uns segundos imóvel a segurar no meu pénis, a sorrir e a acariciá-lo com ternura, como se lhe estivesse a dizer para não fugir. dirigiu-se depois à sua secretária e, de uma gaveta, tirou uma venda, algumas cordas e uma tesoura. outra oportunidade de soarem os alarmes: porquê levar uma venda e cordas para uma escola? confesso que, na altura, nenhuma questão se levantou.
quando voltou, arrastou uma cadeira para perto de mim e ordenou que me sentasse. cumpri as ordens que deu e assim que me viu sentado arrancou-me a t-shirt com brutalidade, deixando-me totalmente nu.
acocorou-se na minha frente e foi alternando a febre humedecida da boca com voltas apertadas de uma das cordas nas minhas pernas, prendendo-as à cadeira. de seguida, sentou-se no meu colo e usou uma mão para segurar no meu pénis e alinhá-lo com o seu desejo. desceu devagar, arrastando os seios pelo meu peito. beijava-me com a pele. com o peso. deixou o corpo descair e que a força das minhas mãos nas nádegas a ajudassem a ritmar o lento movimento de entra e sai de dentro dela. agarrou nas minhas mãos e levou-as para trás da cadeira, pegou na segunda corda e amarrou-me. imobilizou-me braços e mãos, mas continuou, agora sem a minha ajuda, a abrandar e a fortalecer os gestos. a sensação de impotência amplificou o êxtase e quando o enlevo já me era grande, ela intensificou-o, tapando-me os olhos com a venda, despertando ainda mais todos os outros sentidos.
para tornar tudo ainda mais estimulante, fomos repentinamente interrompidos por alguém a bater à porta. senti que a professora se aproximou da minha cabeça, tapou-me a boca com uma das mãos e sussurrou-me para não fazer barulho. insistiram várias vezes, chegando mesmo a ouvirem-se tentativas de abrir a porta. quando as pancadas pararam, tirou-me a venda e ordenou-me que me mantivesse em silêncio e com os olhos abertos. continuava com uma mão na minha boca e, habilmente, usou a outra para enrolar a t-shirt que me tinha arrancado. usou-a para reforçar o meu silêncio, enfiando-a na minha boca e quase me sufocando. quando a vi alcançar a tesoura, a minha pulsação disparou – e descontrolou-se quando ela pressionou e conduziu a extremidade pontiaguda da tesoura do meu ventre ao meu peito, fazendo isso várias vezes, para cima e para baixo, até o caminho ficar marcado na minha pele.
depois de ver o meu corpo arranhado, passou a tesoura para o meu pescoço e, mais do que aumentar a minha pulsação, aumentou o meu medo. desgovernou, por completo, o ritmo a que eu ainda conseguia respirar.
muito rapidamente, naquilo que me pareceu um único gesto, prendeu e esticou o meu cabelo, puxando-o e cortando-o como se aparasse um qualquer arbusto selvagem – talvez com menos cuidado. eu ainda estava forçado ao silêncio e, talvez por isso, talvez porque toda aquela energia tinha de ser libertada de alguma forma, naquele momento as lágrimas escorreram-me pelo rosto. o sorriso dela como que se alimentou do meu sofrimento e floresceu. pôs as mãos no meu pescoço e lambeu as minhas lágrimas à mesma cadência com que me envolvia.
ao contrário do que seria expetável, com a humilhação e com a dor, dentro de mim cresceu um incontrolável desejo de sentir intensamente cada curva da sua nudez. continuava de mãos amarradas, mas mentalmente fui eu a segurar-lhe com força na cintura e a auxiliá-la a aumentar o ritmo com que afundava a nudez no meu pénis. com a amplificação na intensidade dos gestos, os seios da professora embatiam, velozes e livres, no meu peito, deixando-me cada vez mais perto da plenitude. voltou a abrandar e seguiu os próprios movimentos do corpo para voltar a arranhar-me com a tesoura. desta vez com mais força e maior profundidade. repentinamente, pôs a tesoura na minha face, pressionando-me a bochecha como se a quisesse furar.
o pavor foi enorme e provocou tamanha descarga de adrenalina que perdi o pouco controlo que me restava. comecei a chorar compulsivamente, adicionando soluços às lágrimas e, enquanto a mente me dizia para não ceder, na minha pele ardia cada vez mais o, também incontrolável, desejo de lhe sentir o húmido e macio calor rodear-me com avidez. a professora, pôs as mãos no meu peito e aumentou a velocidade com que subia e descia sobre o meu pénis. não demorou até sermos simultaneamente atingidos por vários punhais e o nosso sangue se misturar.
mesmo contra a minha consciência, ela conseguira o que queria. a minha inocência explodira e morrera com ela. dentro dela.
nos tempos que se seguiram, reprimi aquele momento e, sobre ele, remeti-me ao silêncio. sempre que familiares, amigos ou colegas me questionavam sobre o novo penteado, dizia simplesmente que me tinha apetecido e tudo fazia para terminar o assunto.
segundo os meus terapeutas, foi essa reação repressiva que me moldou e transformou no que sou hoje.

 

Eu sei que faltam aqui coisas, mas apeteceu-me vir já p Lisboa .

 

 

 

 

 

 

 

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