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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

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>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

S.

Junho 09, 2025

A S. entrou sem bater. Os seus passos eram quase inaudíveis, mas o meu corpo, mesmo morto, reconheceu o peso dela no chão como se o quarto lhe abrisse caminho. A bata branca colava-se-lhe aos seios como se os sugasse para dentro de si – estavam túrgidos, os mamilos bem marcados e percebia-se que não trazia soutien.

"Hoje, vamos abrir o chakra raiz", murmurou, aproximando-se da cama como quem se prepara para um rito profano. As mãos vinham levantadas, em gesto de quem cura, mas os olhos eram de quem domina.

Sem pedir autorização, puxou-me a camisola para cima e desceu as calças. O pénis tombou, flácido, entre as coxas inertes. Ela olhou-o com uma curiosidade fria, quase científica. Depois, ajoelhou-se ao lado da cama, como numa prece distorcida, começou a massajá-lo com um óleo quente. O cheiro a lavanda misturava-se com o meu próprio suor. Era como se a limpeza fingida daquilo tudo só servisse para tornar a violência mais aceitável.

"Vamos acordar-te, devagarinho", disse e deitou-lhe um sopro quente, como se falasse com uma brasa adormecida.

O toque dela era vigoroso. Nada da delicadeza habitual das sessões anteriores, em que não me tocava e se limitava a dar calor - "limitava". Apertava-me o sexo com os dedos todos, esmagando-o como se testasse se ainda havia vida ali. E havia. O sangue reagia, arrastava-se pelas veias entupidas de desejo, forçava-se ereto como um cadáver que se recusa a apodrecer.

Montou-se em cima de mim. As coxas abriram-se, húmidas. Sem aviso, sem qualquer encenação, enfiou-me dentro dela de uma só vez. Um baque surdo ecoou no estrado da cama. Eu mordi o interior da bochecha para não gritar. Não de dor – de fúria, de humilhação, de espanto. Estava dentro dela. E não tinha feito nada para isso acontecer.

Ela começou a cavalgar-me com violência. Os cabelos batiam-me no rosto. A bata abria-se a cada movimento e os seios saltavam à minha vista – suados, furiosos, vivos. Ela gemia com a boca aberta, os olhos semicerrados como uma loba a morder o vazio.

"Olha para mim", disse. E, depois de me dar uma bofetada, agarrou-me o rosto com as duas mãos. Unhas cravadas nas têmporas. "Olha para mim enquanto te uso."

Não consegui desviar os olhos. Era isso que ela queria: ser vista. Ser filmada na retina de um homem preso. Ser gravada no olhar de um corpo que não se defende.

Ela veio-se com um grito e de olhos abertos, sem pudor. Estremeceu toda. E só depois se ergueu. Com desprezo. Com prazer. Com qualquer coisa entre a glória e a culpa.

O meu pénis ainda pulsava quando ela me limpou com a bata que até então usava. Depois, vestiu-se com lentidão. O silêncio era pesado. Não por constrangimento – mas por excesso. Tinha acontecido tudo. E não restava mais nada para dizer.

Antes de sair, olhou-me como se eu fosse um prato esvaziado.

"Quinta-feira, mesma hora. Mas traz-me uma venda."

A porta fechou-se devagar.

E eu fiquei ali. Ereto. Mudo. Rasgado por dentro.

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