SONHO II
Junho 27, 2025
Voltei a sonhar contigo, docinho.
Acordei com o corpo ainda em brasas e a mente agarrada a cada detalhe teu. No sonho, estavas como gosto de te imaginar: descalça, cabelo solto, olhar meio inocente, meio fatal… e aquele teu sorriso, tão certo do efeito que tem em mim.
Estávamos sozinhos — como deve ser — e bastou um gesto teu, simples, quase distraído, para me perder por completo. Aproximaste-te devagar, sem pressa, com aquele ar de quem sabe exatamente o que está a fazer. Disseste que tinhas saudades da minha boca, e eu nem consegui responder. Os meus lábios encontraram os teus como se tivessem estado à espera a vida toda.
Beijei-te como quem tem fome antiga, e tu devolveste o beijo com essa intensidade doce que só tu sabes dar. As tuas mãos guiaram as minhas com uma confiança que me deixou sem ar. As tuas pernas envolveram-se em mim e, por momentos, tudo o resto deixou de existir. Só me lembro da tua pele quente, do teu respirar no meu ouvido e de como o teu corpo dizia tudo aquilo que as palavras já não sabiam.
Acordei com o teu sabor na boca e um desejo difícil de apagar.