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Red Tales

(...) cá estou eu, por aqui, a fingir que sou eu que por aqui estou (...)

Red Tales

>> Cuidemos de Todos Cuidando de Nós <<

 

Alguns dos textos aqui contidos são de cariz sexual e só devem ser lidos por maiores de 18 anos e por quem tiver uma mente aberta. Se sentir algum tipo de desconforto com isso ou se não tiver os 18 anos ou mais, por favor SAIA agora.

o desejo é a sua própria cinza

Novembro 18, 2025

o desejo não é uma noz para ser partida é a sua própria casca vazia e oca o som surdo de um motor que falha

começa na pele o rumor de uma febre que não aquece é um tremor fino nas extremidades a promessa de uma paisagem que nunca existiu

o desejo é a noite que se fecha sobre nós e nos deixa sem estrelas sem faróis apenas a humidade de um beijo que se perdeu

é a cor da ausência a forma exata do que não temos e que nos rói o miolo do peito como um verme paciente

o corpo é o seu túmulo o lugar onde o desejo se enterra vivo e fica a arder em silêncio uma brasa que não se apaga mas que também não ilumina

somos a combustão lenta desta matéria incandescente que só encontra a paz quando se torna cinza e se mistura com o pó das ruas e o fim dos dias.

CORPO A CORPO

Junho 07, 2025

as mãos falam antes da boca
no gesto que não se mede
és verbo que se declama
na pele que arde e cede

os corpos buscam-se, cegos
sem pressa, sem direção
sabem-se a cada toque
em plena combustão

os teus lábios descem
onde o meu nome vibra
e fico

inteiro em ti
na entrega crua
do rito

EVOLUÇÃO DOS CORPOS

Maio 30, 2025

és agora febre da minha pele
começaste por ser brisa nos lábios
e fizeste-te incêndio nas manhãs
o toque húmido das aves em cio

eu era só espera por silêncios
um corpo gasto de tanto não tocar
ferrugem nos ossos,
eco de gestos repetidos

eu era apenas chão seco sob as magnólias
e tu fizeste-me seiva, flor e boca
deste-me a sede e a urgência do gozo

tu és o relâmpago que me abre as coxas
o trovão que me treme o ventre
arde-me o corpo no teu abrigo

ODE AO CORPO

Maio 07, 2025

é dentro da tua boca

que evolui o fogo:

fulgente;

forte.

 

no teu peito

gritos viris

e a mansidão do leite:

sedutores.

 

depois, o teu ventre,

onde arde um lume brando,

onde a boca se perde

e a carne aprende.

 

e entre as tuas coxas,

o silêncio pulsa,

quente,

como um bosque em chamas.

 

nos teus pés

repousa o cansaço do gozo,

trémulos,

ainda cheios de caminho.

 

no rastro do teu corpo,

fica acesa a memória:

um perfume,

um arder intemporal.

ESPLANADA DE MEMÓRIA - 6

Maio 11, 2023

os lábios dela conseguem lançar as sementes que fazem o trigo nascer dourado – e crescer eternamente. é o seu nome que me veste de alegria quando os dias são de sombra. recordo-lhe a voz permanente:

as palavras continuam

flutuam-lhe entre os lábios

como um desfile de sol apresentado por Deus

considere-se também o corpo: como um anzol a ferir as mãos ou a brilhar e destacar-se em água cinzenta. recordo-lhe a urgência. era um caminho sem fim para a volúpia. apesar de jovem, já tinha a maturidade das estrelas. tal como hoje, era a dança das serpentes.

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