...
Maio 19, 2025
— És viciado neles, não és?
— Neles, em ti. Na forma como reages a cada gesto meu.
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Maio 19, 2025
— És viciado neles, não és?
— Neles, em ti. Na forma como reages a cada gesto meu.
Maio 18, 2025
(continuação daqui)
— A terra... está a rasgar-me os seios!
— Estás a ser marcada. Como eu fui.
— Estás a gozar com isto!?
— Estás a vir-te. Treme-te o corpo todo.
— É dor! É prazer! Eu… não sei!
— Assim começa. Confusão. Calor. Depois… abertura.
— O chão... abriu-se debaixo de mim!
— Estás pronta para descer.
— Não! Ajuda-me!
— Não vim salvar-te. Vim servir-te.
— As minhas mamas... estão a ser puxadas para dentro da terra!
— Elas bebem pelo peito. Pela carne mais viva.
— Estão... a entrar por dentro de mim!
— Os teus mamilos vão florir debaixo da lama. E gritar.
— Queres que eu morra assim!?
— Quero que renasças como sombra. E desejo.
— Estão-me a abrir as pernas!
— Deixa. Oferece-te. Já não és só tua.
— Não... não quero...
— Então porque gemes assim?
— Porque o corpo trai! Porque ainda me tocas...
— E porque queres. Cada fibra tua quer desaparecer com um orgasmo.
— Sinto as raízes a entrarem... pelo meu sexo... pelos meus mamilos...
— Estás a ser semeada.
— O que vai nascer de mim!?
— Algo com fome. E beleza. E sede.
— Estás a rir!?
— Estou a acolher-te. Estás quase.
— O meu coração... está a parar.
— Mas os teus seios... continuam a pulsar.
— Último orgasmo...
— Sim. Vai. Deixa-te morrer com prazer.
— AaaaaaAAAHHH...
— Perfeita.
— ... eu vejo...
— O quê?
— ... vejo-te por dentro...
— Então já és uma de nós.
Maio 17, 2025
— Ela disse que se fodes aqui à meia-noite... não voltas sozinha.
— E tu, decidiste testar a profecia ou apenas queres ver-me nua entre as árvores?
— Se disser as duas coisas?
— Ah... honestidade. Que pouco comum neste bosque. Já começa a doer.
— Dor é contigo, não comigo.
— Tão selvagem. Tão rápida a despir as palavras. Mas sabias que esta floresta tem fome do toque humano?
— A floresta que espere. Primeiro tocas tu.
— Não sabes o que pedes. Algumas carícias deixam marcas que não cicatrizam.
— Ó filha, tenho cicatrizes que dariam um romance. Anda cá.
— Curiosa... e cega. Sabes o que se esconde por baixo deste chão húmido?
— Minhocas?
— Lamentos. Gemidos fossilizados. Ecos de beijos que nunca terminaram.
— Queres beijar-me ou recitar-me poesia gótica até ao amanhecer?
— Quero ver o momento em que a tua pele arrepia sem saber porquê.
— Já arrepiou.
— Ah. Então já começaram a tocar-te.
— Eles?
— Aquilo que não nomeamos. Não por medo. Por respeito.
— Pareces saída de um livro antigo.
— Talvez eu seja. Talvez esteja a ser lida agora mesmo... por ti.
— Estás a encantar-me.
— Não, amor. Estou a preparar-te.
— Para quê?
— Para o instante exacto em que deixas de ser só tua.
— Que merda é esta no meu tornozelo?
— Um convite. Eles querem-te dentro.
— Tu trouxeste-me aqui para isto?
— Trouxe-te porque és bela. E as coisas belas brilham mais... quando se partem.
— Tu és doente.
— Eu sou eterna.
— Tira as mãos de mim!
— Já não são só as minhas.
— Aaaaah... não... por favor...
— Não peças. Eles adoram pedidos.
Janeiro 12, 2004
- Olha, é uma flor do deserto. Pode sobreviver durante meses sem uma gota de água e sem perder nunca aquelas cores.
- É muito bonita.
- É uma lutadora. Pode sobreviver durante...
- Sim. Já disseste.
- Toma.
- Obrigada. Sorrio-te.
- É do deserto.
- Sim.
- Beijas-me?
- Beijo.
- Escrevi-te hoje uma carta. Uma carta de amor.
- E quando vou recebê-la?
- Mais logo.
- Fico feliz por saber que ainda me escreves cartas de amor.
- E eu fico feliz por saber da tua alegria.
- Espera.
- Que foi?
- A tua mão...
- Desculpa, magoei-te?
- Não. Não tem mal. Continua.
- Será que mais alguém se ama desta forma?
- Como assim?
- Como nós...
- Como agora?
- Sim.
- Talvez... não sei.
- Mas é bom podermos conversar enquanto nos amamos, não é?
- É sim.
- Estava com saudades do teu corpo.
- E eu do teu. E do calor.
- Sim. Este calor, sabe bem, não sabe?
- Sim, sabe muito bem.
- Desligamos a televisão?
- Sim, desliga.
- Calamo-nos um pouco agora?
- Sim, mas beija-me novamente.
- Beijo.
Janeiro 12, 2004
- Olha, é uma flor do deserto. Pode sobreviver durante meses sem uma gota de água e sem perder nunca aquelas cores.
- É muito bonita.
- É uma lutadora. Pode sobreviver durante...
- Sim. Já disseste.
- Toma.
- Obrigada. Sorrio-te.
- É do deserto.
- Sim.
- Beijas-me?
- Beijo.
- Escrevi-te hoje uma carta. Uma carta de amor.
- E quando vou recebê-la?
- Mais logo.
- Fico feliz por saber que ainda me escreves cartas de amor.
- E eu fico feliz por saber da tua alegria.
- Espera.
- Que foi?
- A tua mão...
- Desculpa, magoei-te?
- Não. Não tem mal. Continua.
- Será que mais alguém se ama desta forma?
- Como assim?
- Como nós...
- Como agora?
- Sim.
- Talvez... não sei.
- Mas é bom podermos conversar enquanto nos amamos, não é?
- É sim.
- Estava com saudades do teu corpo.
- E eu do teu. E do calor.
- Sim. Este calor, sabe bem, não sabe?
- Sim, sabe muito bem.
- Desligamos a televisão?
- Sim, desliga.
- Calamo-nos um pouco agora?
- Sim, mas beija-me novamente.
- Beijo.