senti-me genuinamente feliz quando entrámos no café e vi que, excluindo funcionários, estava totalmente vazio. não sofro de demofobia, não tenho sensações de desmaio, nem ataques de ansiedade e nem sequer evito situações onde sei que estarei exposto a muita gente. é mais uma questão de “não gosto e pronto”.
apesar disso, agradava-me e, mais que isso, seduzia-me a ideia de exibir a Maria aos olhos de um completo estranho e decidi que o faria. no banco de trás, vendei-a,
quando chegámos, fechei-lhe o casaco, mantive-lhe a venda e ordenei-lhe que ficasse com ela até eu lha tirar. ajudei-a a sair do carro e a caminhar vendada até à porta de um armazém sem qualquer identificação. antes de bater, voltei a abrir o casaco da Maria. estava, agora, vendada, com um seio exposto e com o outro a ver-se através da transparência.
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